REPORTAGEM E TEORIA
home o samba reportagem e teoria

Saiba um pouco sobre mais sobre o mundo do samba! Nesta coluna terá a oportunidade de acompanhar reportagens especiais com novidades, dicas de cd´s e muito mais!

 
 
As novas musas do axé!!!


O Carnaval de Salvador revelou para o mundo, a força da mulher no axé da Bahia. Durante os muitos anos do carnaval, elas dominaram e fizeram bonito.
De Margareth Menezes, passando por Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Claudia Leitte, grandes nomes de vocalistas foram surgindo e conquistando o público.
Desculpem-nos, os machistas de plantão, mas a história nos mostra que, o axé da Bahia é dominado pelas mulheres: Elas reinam!

Duvida? Então dá só uma olhadinha nestas informações:

Quem inventou a brincadeira de rua com trio elétricos, guitarras, claro, foi Dodô e Osmar, sem esquecer do grande mestre Luiz Caldas.
O Chiclete com Banana e o Asa de Águia, juntamente com o Bom Balanço do admirável Pierre Onasis, sem se esquecer de Carlinhos Brown, Olodum, Timbalada, Araketu, entre outros nomes, eram a elite do carnaval baiano. Estes nomes reinavam absolutos.

De repente surge uma voz feminina que grita: " A cor desta cidade sou eu. O canto desta cidade, é meu..." Era Daniela Mercury. Sua voz ecoou pelas ruas de Salvador e ganhou o mundo. Ela, pode-se dizer que, juntamente com Margareth Menezes, abriu as portas dos trios elétricos para as mulheres dominarem.

E não deu outra: Surgiu de repente uma baiana arretada lá de Juazeiro, "Pequena Eva" que já chegou dizento "Além do infinito eu vou voar..." E vôou mesmo, muito além. O nome dela nem precisa dizer: Ivete Sangalo. Vôou tão alto que fez Portugal, que descobriu e dominou o Brasil, se curvar diante dela e venerá-la como Rainha. Dom João e Dom Pedro, se ainda estivessem por aqui, com certeza iriam se morder de inveja. E ela vai ainda mais longe: O ano que vem seu segundo DVD será gravado na terra do Tio San. Nova York vai ter o seu dia de Carnaval Baiano, podem esperar!

Ao mesmo tempo que Ivete despontava, outras musas surgiam e sacudiam a multidão: Carla Visi com seu "Cheiro de Amor" e Gilmelandia com a "Banda Beijo", distribuiam e ainda distribuiem seu alegria contagiante pelo carnaval baiano. O público gostou e muito.

De 2004 para cá um outro nome surgiu. Um "Babado Novo" que estava sacudindo o Rio Grande do Norte, chamou a atenção. E quem era aquela menina loirinha, que arrastava uma multidão? Uma carioca com tempero baiano apimentada que, comandou o Babado Novo, por quatro anos e, no auge do sucesso da banda teve a ousadia de iniciar uma carreira solo. "Meu nome é Claudia Leitte"! E este é mais um nome que certamente vai entrar para a história da música baiana. Pelo seu talento e principalmente pela ousadia de não ter medo de ser realizada profissionalmente, casada e ainda ter um filho no auge do início de sua carreira solo.

Outro nome que não pode ser esquecido, é o de Aline Rosa, que fugia de casa para ver o carnaval. Dormiu na rua para ver o Cheiro passar e como em um conto de fadas, hoje se tornou vocalista desta grande banda. Aline ainda conserva a simplicidade e leveza de uma menina tímida. Mas quando sobe no palco ninguém segura. O seu rescente dvd está cheio de alegria e muita música para todos os gostos.

O ano de 2008, definitivamente está sendo um ano de grandes transformações e de grandes revelações. Mas uma coisa não muda: as mulheres continuam assumindo os vocais e comandando a massa.

Depois do carnaval 2008, quatro novas musas surgiram no cenário musical baiano e são a grande promessa do carnaval 2009. São Elas


Katê: Ela já mostrou a sua voz, o seu talento e a sua simpatia, ao lado de Fredd, na banda Voadois no carnaval 2008. Levou o prêmio de melhor cantora Revelação e vem sacudindo o Brasil em shows por todo país. Katê é a cara do axé. Simples e ao mesmo tempo poderosa ela é do tipo que não desiste do que quer e conquista a todos com seu jeito espontâneo.

Larissa Luz (vocalista Araketu): Aos 20 anos Larissa enfrenta o desafio de comandar a banda considerada um dos grandes nomes da música brasileira e primeiro grupo negro baiano a empunhar uma guitarra elétrica e a misturar percussão com eletrônica. Se depender do apoio dos artistas baianos, a garota que saiu da Companhia de Dança Internacional - Interart, já é um sucesso.

Cris Belare (vocalista Levada Louca): Com apenas 25 anos de idade e 12 anos de carreira, Cris já comandou a Banda Frenesi, assumiu a posição de cantora principal da Companhia Interart, quando substituiu a cantora Emanuelle Araujo, fez backing para o grupo Terra Samba, Ricardo Chaves e por último, de 2005 a 2008, foi vocalista da banda de Carlinhos Brown, participando de suas turnês no Brasil, Europa, Estados Unidos e Canadá. "Tive a oportunidade de cantar para multidões, no Brasil e fora do país, de conhecer a logística de um trio elétrico, do que o público gosta de ouvir. Tudo isso me dá um respaldo e até segurança para começar uma nova etapa na minha vida e assumir a Levada", revela Cris

Mariana Assis (vocalista banda Mina): A jovem artista, que canta e encanta desde os 13 anos, começou a cantar no coral da igreja de Vitória da Conquista. Na capital baiana, fez aula de canto com Neto Costa, onde aperfeiçoou seu talento. “Cantar não é só botar a voz para fora, existem técnicas para que você não perca seu instrumente em pouco tempo”, pontua Mariana, que tem como referência musical, nomes consagrados, a exemplo de Ivete Sangalo, Vanessa da Mata, Maria Bethânia e Beyoncé.



Será que alguém ainda tem alguma dúvida sobre o que foi dito no início desta matéria. É difícil contestar que, no reino da alegria do axé da Bahia, as mulheres "dominam geral". Mas sem perder o respeito pelos rapazes do Chiclete, Asa, Jammil e muitas outras bandas que também fazem desta festa um verdadeiro espetáculo.

Matéria:Lília Araújo



 
© 2001-2003 Todos os direitos reservados a Sambando LTDA.
Este material não pode ser publicado ou reescrito sem prévia autorização.