| Uma nova história será contada
A Banda Ara Ketu, um dos melhores grupos da música brasileira e com reconhecimento internacional, começa a contar uma nova história a partir de agora. Após 18 anos, a banda ganha nova formação, tendo à frente a cantora Larissa Luz. As mudanças geram desafios estimulantes, revigoram os ânimos e indicam novo caminho de sucesso.
Larissa Luz, 20, esbanja talento. Bonita e com timbre de voz marcante, sempre gostou de cantar e já na adolescência começou a ter aulas de técnica vocal e teclado. Mais tarde estudou violão na Universidade Federal da Bahia – Ufba. Participou de festivais, bandas femininas de rock’n’roll e fez parte da Companhia de Dança Internacional – Interart. Não bastasse a música, Larissa gosta de teatro, onde descobriu todo o seu potencial como cantora.
Além da nova intérprete, a Banda Ara Ketu tem em sua nova formação músicos experientes e criativos como Técio Guimarães (saxofone e direção musical), Birro Pacheco (guitarra), Robinson Cunha (bateria), Natinho (baixo), Hugo Sanbone (trombone), Rudney Machado (trompete), Diego Assis (teclado), Kaboduca (percussão), Kaboré (percussão), André Junior (percussão), Ivanzinho (percussão) e Andréa Costalima (backing vocal).
A voz feminina de Larissa Luz e a performance da nova banda marcam o início de uma outra fase do Ara Ketu, que daqui por diante começa a contar uma história nova desse grupo eclético, contemporâneo, mas sempre ligado às raízes percussivas.
A Banda Ara Ketu foi criada em 8 de agosto de 1989 e começou dando ênfase à prática percussiva. Diretamente associada ao Bloco Ara Ketu, realizava pesquisa sobre a música africana tradicional e sua adaptação à temática brasileira. A partir desse período começaram as viagens internacionais, levando para países da Europa, América Latina e cidades dos Estados Unidos a música que se produzia na Bahia. Em 1990 a Banda Ara Ketu incorporou novos elementos à sua música graças a uma viagem de Vera Lacerda, empresária da Banda e do Bloco Ara Ketu, ao Senegal, quando participou da criação do Memorial da Ilha de Goré Almadie. Lá ela conheceu de perto o som moderno africano: uma música de origem tribalística, percussiva, misturada a sintetizadores, samplers e instrumental eletrônico. De volta à Bahia, inovou aproveitando o melhor da percussão da Banda, bem como o vocalista Tatau, e contratou outros músicos para formar o instrumental eletrônico, além do naipe de metal. Assim, o Ara Ketu foi o primeiro dos novos grupos negros baianos a empunhar uma guitarra elétrica e a misturar música de percussão com eletrônica. O sucesso da Banda Ara Ketu já rendeu participações especiais em discos de artistas de peso como Jimmy Cliff, Julio Iglesias e Elvis Crespo. Considerada um dos grandes nomes da música brasileira, a Banda Ara Ketu faz shows pelo mundo inteiro.
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